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Números

Novembro

Nuno Amado

viajamos até à Irlanda, para uma entrevista ao poeta Michael Longley, que nos fala de orquídeas e lontras, ou de quão bonito e remoto é Carrigskeewaun. Como complemento desta entrevista, apresentamos dois belos poemas inéditos gentilmente cedidos por Michael Longley.

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Outubro

Sara Carvalho

regressamos a Junho e ao Encontro internacional Lisbon Revisited – dias de poesia, organizado pela Casa Fernando Pessoa, no qual pudemos entrevistar a poetisa americana Harryette Mullen. Para este encontro, Margarida Vale de Gato traduziu alguns poemas desta autora, do livro Sleeping with the Dictionary (que foi nomeado para o National Book Award), e que aqui vos deixamos. Na Pedra-de-Toque, apresentamos um ensaio de Harryette Mullen que, servindo-se de um poema de Sylvia Plath como objecto de análise, se constitui como exemplo maior do tipo de crítica literária que tanto nos agrada nos Jogos Florais.

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Setembro

Maria S. Mendes

Depois do interregno estival, voltamos com algumas novidades. Entrevistamos Rui Caeiro, damos a conhecer três inéditos do próximo livro de Rui Dias Monteiro. Em Poemas de Agora, Ariadne Nunes escolhe um poema de Sebastião Belfort Cerqueira e Joana Matos Frias escreve sobre um poema de António Franco Alexandre. Em Poemas de Antes, Helena Carneiro recorda um poema de Raymond Carver e Rita Faria analisa a cantiga “Nunca foi mal nenhum mor”, de Bernardim Ribeiro. Simão Valente oferece-nos traduções de Guinizelli e Orbicciani. Na Pedra-de-toque temos um texto de Clara Rocha “Sobre Poesia Completa de Natália Correia”. Temos ainda curiosidades acerca de Sor Juana Inés de la Cruz, Albert Camus, Horácio, Evelyn Waugh e Thomas Hardy. Por fim, Marta Brito homenageia António Franco Alexandre, traduzindo um dos seus poemas para emoji.   

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Julho

Sara Carvalho

Num mês que se espera de calor, há novidades fresquinhas nos Jogos Florais. Este número de maior fôlego pretende suprir a nossa ausência durante o mês de Agosto.

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Junho

Sara Carvalho

Junho é mês de festas populares. Entre um arraial e o seguinte há de certeza tempo, contudo, para espreitar as novidades mensais dos Jogos Florais.

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Maio

Sara Carvalho

“Quem em Maio não merenda”, diz a sabedoria popular, “aos finados se encomenda”. As novidades deste mês nos Jogos Florais não matam a fome, e muito menos desencomendam o que quer que seja, mas não perdem nada em espreitá-las.

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Abril

Sara Carvalho

O mês de Abril promete ser primaveril, embora Março não pareça concordar, e conta também com mais um número de Jogos Florais. São várias as novidades.

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Março

Sara Carvalho

Em Março:


Na secção de inéditos temos uma mancheia de autores extraordinários: Miguel-Manso, Margarida Vale de Gato e A. M. Pires Cabral.


Em Poemas de agora, Helena Carneiro explica como nos preservamos da morte vendo pessoas (ficcionais) morrer em “There is a button on the remote control called FAV...”, de Claudia Rankine. Jorge Almeida analisa “Cães que brincam”, de A.M. Pires Cabral, e mostra como dois cães à bulha são alegoria de “uma disputa entre um plano descritivo e um plano meditativo”.


Em Poemas de antes, Clara Rowland escreve sobre o poema “Na boca”, de Manuel Bandeira, considerando-o um “pequeno tratado sobre as condições da enunciação em poesia”. Rita Faria analisa a crueldade do “confronto entre aquilo que somos e aquilo que gostaríamos de ser” no vilancete “Ó meus castelos de vento”, de Sá de Miranda. Também recupera do esquecimento o poema “S’obedecera a rezam”, de Duarte de Resende, explicando como este poema não devia ter sido esquecido porque é uma breve e melodiosa constatação de uma verdade que qualquer pessoa já sentiu e que provavelmente sente todos os dias: a cabeça não vive sem corpo, e este impõe a sua vontade muitas vezes.


Pedro Mexia traduz alguns poemas de Carnac de Guillevic e Rita Faria, na secção dos poetas do Cancioneiro, traduz “S’obedecera a rezam”, de Duarte de Resende.


Na secção pedra-de-toque, publicamos uma parte de um texto que inspirou muito do trabalho que fazemos em Jogos Florais. Em “As duzentas mulheres de Miguel Torga”, Alexandre O’Neill analisa um dos seus poemas predilectos, explicando o motivo pelo qual o poema merece ser lido.


Podemos ainda ler em inglês várias partes da grande entrevista do mês passado a Paulo da Costa Domingos, tentar adivinhar o poema em emoji e descobrir as pérolas escolhidas por Elisabete Marques. Por fim, nas curiosidades de Março, entre outros assuntos, ficamos a saber quem foi o médico de Lord Byron e a reacção de Harper Lee à crítica de uma colega de ofício.