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Julho

Números

Julho

Sara Carvalho

Em Julho:

Num mês que se espera de calor, trazemos novidades fresquinhas nos Jogos Florais. Como partimos para férias em breve, e em Agosto não queremos desgosto, fizemos um número de maior fôlego, na tentativa de suprir a nossa ausência.    


Entrevistamos Fleur Adcock, que nos fala sobre a diferença profunda entre ritmo e metro, a relação entre poesia e tradução e o talento particular para descobrir novos poetas, entre muitas outras coisas, e que nos explica por que motivo a “arte é aquilo que se decide emoldurar”.


Damos a conhecer dois inéditos, um de Andreia C. Faria e outro de Lawrence Rhu.


Em Poemas de Agora, Frederico Pedreira analisa um poema de João Miguel Fernandes Jorge, e sugere que a experiência do leitor desse poema, e de outros do mesmo poeta, é idêntica à de quem apanha “por mero acaso uma conversa a meio”. Ana Sofia Couto escolhe um poema de Rosa Maria Martelo que, ao reflectir sobre as qualidades canoras das aves, nos fala afinal sobre poemas. Já Elisabete Sousa escreve sobre um poema de Mia Degner acerca da afeição da poetisa dinamarquesa à cidade de Lisboa e ao rio Tejo, e explica de que modo a transparência das palavras aproxima a margem das verdades que vemos quando abrimos os olhos da margem das verdades que trazemos dentro de nós. Teresa Bartolomei, por sua vez, selecciona um poema de Tiago Patrício sobre os milhares de trabalhadores que todos os dias fazem a travessia do Tejo, e observa que essa “deslocação migratória” documenta a perda de uma determinada “consciência de ser bando”.


Em Poemas de Antes, Rita Faria recorda um poema de Sá de Miranda sobre o poder sedutor das palavras e a desolação dos que se deixam emprenhar pelos ouvidos, e Margarida Vale de Gato fala de um poema de David Gewanter que põe em destaque algumas das particularidades do ensino de uma língua não materna.


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Para uma ocasião especial em noite de S. João, Ana M. Pereirinha traduziu "A Vow", de Wendy Cope. Por sua vez, Margarida Vale de Gato apresenta-nos três poemas de David Gewanter traduzidos em português e Rita Faria traduz para inglês o poema de Sá de Miranda que também analisa este mês, “Cerra a serpente os ouvidos”.


Este mês temos curiosidades de Alejandra Pizarnik, Wislawa Szymborska, Franz Kafka, Lydia Davis e Paul Auster. Não se esqueça de ler a tradução para emoji que a Marta Brito fez de um poema de Fleur Adcock. E, finalmente, entre outras pérolas, Elisabete Marques sugere William Blake, em Song to Song, de Terrence Malick.