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Janeiro

 

Este mês:

 

Janeiro inicia o ano e a tradição de termos Jogos Florais no dia três, que afinal é a conta que deus fez e à terceira é de vez porque não há duas sem três. Assim, nestes primeiros Jogos Florais, temos uma entrevista com Alberto Pimenta, que nos recebeu em sua casa, numa Mouraria que já não é o que era em 2000, quando foi viver para lá. Subimos vários degraus, e as nossas cabeças fizeram caso do aviso “cuidado com o galo”, a três degraus de chegar à sua porta. Levámos um papel com 20 perguntas possíveis e não esperávamos as 20 respostas obtidas. Mas Alberto Pimenta pediu-nos para ler cada uma delas e disse que, apesar de algumas parecerem perguntas de televisão, iria responder a todas, dando conta da sua experiência de vida, a única coisa de que cada um pode falar e não daquilo que se leu nos livros. E isto é a entrevista possível, an interview, nas palavras de Alberto Pimenta, uma entrevista, uma vista entre a realidade e a fantasia.

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Em poemas recentes, dois poemas de Alberto Pimenta são lidos por Pedro Sobrado e Rui Lopes. Em “Nada Falta”, Pedro Sobrado demonstra como “descrever alguém como amolador não significa aproximá-lo de nós, mas aumentar a distância que nos separa dele, dado que o amolador sempre foi uma figura outonal, não porque viesse apenas com as estações frias, mas porque se dizia que a música da sua flauta era já sinal de chuva”. Por sua vez, Rui Lopes explica como “Para reforçar a dignidade dos "cagalhões", convém ainda lembrar que eles são, neste poema, um elemento constitutivo de uma poderosa imagem poética”, a da pequena suja / a brincar na rua / com os cagalhões dos cães”. 

Ainda nesta secção, António Ramalho escreve sobre a  “Canção da Alma Caiada”, de António Cícero, que parece ilustrar três coisas que, por vezes, acontecem quando lemos poesia: descobrimos coisas que desconhecíamos; estabelecemos relações de parentesco entre poemas e/ou poetas; e, finalmente, encontramos pessoas que dizem, de forma mais eloquente, coisas que gostaríamos de ter dito. Por sua vez, Helena Carneiro gosta de “Alba”, de W.S. Merwin porque aparentemente nada se passa nele, enquanto Telmo Rodrigues comenta “Pa’lante", dos Hurray for the Riff Raff, como modo necessário para compreender que os melhores poemas podem ser construídos a partir de erros (no caso, dificuldades em lidar com uma segunda língua). A qualidade está latente não nos significados — tudo é óbvio, nesse sentido –, mas nas nuances vocais.

 
 

“nunca ninguém: tem

educação na infância:”

São os dois primeiros versos de um dos poemas inéditos que Ricardo Tiago Moura nos ofereceu. Leia-os aqui


Nos Poemas de Antes, Rita Faria considera que “Antre mim mesmo e mim”, de Bernardim Ribeiro, não devia ter sido esquecido porque lê-lo evita muitas idas ao psiquiatra. O poema, a bem da saúde pública, também é traduzido para inglês