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Entrevistas

As entrevistas de Jogos Florais são, como disse Alberto Pimenta, perguntas de televisão, que já nem na televisão se fazem, diríamos nós. Não fazemos perguntas compridas sobre a obra dos nossos entrevistados nem apresentamos teorias sobre a sua poética. Em vez disso, quisemos ouvir que ideias têm os nossos autores sobre a poesia, que não é mais nem menos do que a vida que todos nós levamos. Optámos por perguntas quase sempre breves e tendencialmente triviais. 


Wendy Cope

Wendy Cope abriu-nos as portas da sua casa numa manhã inglesa um pouco fria. Conversámos sobre o último livro que publicou, Anecdotal Evidence, mas também sobre Shakespeare, a incapacidade do Eeyore de escrever um poema e rimas que não funcionam, a questão da adequação de certas formas a um dado poema, a antipatia da poetisa pelo termo “poesia ligeira” (“light verse”), poemas engraçados, poemas felizes e poemas inteligíveis. O marido de Cope, o poeta Lachlan Mackinnon, juntou-se a nós por momentos e, antes de retomarmos a entrevista, falámos animadamente sobre epigramas, Pope e Dryden. 


Pedro Tamen

Pedimos uma entrevista a Pedro Tamen e rapidamente tivemos um “sim” acompanhado de duas hipóteses de concretização: entrevista feita por escrito ou feita por alguém que lhe fosse próximo. A entrevista realizou-se em sua casa, e em pouco mais de 23 minutos ficámos a saber muito do que pensa Pedro Tamen sobre a poesia e sobre como ultrapassar a agonia de falar de si próprio. Esta entrevista foi conduzida pelo nosso colaborador Sebastião Belfort Cerqueira.


Paulo da Costa Domingos

Encontrámo-nos com Paulo da Costa Domingos na Galeria Monumental. O autor, editor e alfarrabista trazia uma primeira edição de Herberto Helder acabadinha de comprar e que deu o mote a algumas das perguntas sobre encontros fortuitos com outros livros cheios de migalhas de bolachas, inéditos de Gomes Leal e desenhos do rei D. Fernando. Durante a hora e meia que se seguiu conversámos sobre poemas e erros de crítica literária, sobre o trabalho de paciência do leitor, "quase tão persistente como o do escritor”, sobre poetas subvalorizados e sobre autores, como Cesário, que não são realistas.


Alberto Pimenta

recebeu-nos em sua casa, em plena Calçada dos Cavaleiros, numa Mouraria que já não é o que era em 2000, quando foi viver para lá. Subimos vários degraus, e as nossas cabeças fizeram caso do aviso “cuidado com o galo”, a três degraus de chegar à sua porta. Levámos um papel com 20 perguntas possíveis e não esperávamos as 20 respostas obtidas. Mas Alberto Pimenta pediu-nos para ler cada uma delas e disse que, apesar de algumas parecerem perguntas de televisão, iria responder a todas, dando conta da sua experiência de vida, a única coisa de que cada um pode falar e não daquilo que se leu nos livros. E isto é a entrevista possível, an interview, nas palavras de Alberto Pimenta, uma entrevista, uma vista entre a realidade e a fantasia


Lorraine Mariner

No dia 14 de Agosto, encontrámo-nos com Lorraine Mariner à porta da National Poetry Library, no Southbank Centre, em Londres. Conversámos durante cerca de uma hora sobre poesia e poetas, mas também sobre móveis IKEA, o vestido que nunca tivemos e os músicos que guardaríamos numa cave, à nossa disposição, para que escrevessem e tocassem para nós para sempre.


Adília Lopes

O ponto de encontro para a nossa entrevista foi o Danúbio, o café-restaurante da Rua Passos Manuel, nascido logo no pós-25 de Abril, contou-nos Adília Lopes, que já nos esperava quando chegámos, pelo menos vinte minutos mais cedo do que o combinado. Levámos perguntas e fizemos a entrevista planeada, mas também aproveitámos para ficar a conversar sobre o bairro, sobre o próximo livro dedicado a Lucinda, sobre os choupos e as cerejeiras da Rua José Estêvão, sobre sonhos e pesadelos, e ainda sobre a descaracterização (a falta daqueles espelhos!) da pastelaria Tarantela (agora com filas de pré-pagamento que dão para a rua) e sobre comer bons bolos antes de apreciar a beleza das catedrais.